Bem Vindo!!!

Parábolas e Fábulas são contadas de geração em geração e tem como atributo principal fazer-nos refletir sobre nossas atitudes e comportamentos.



Em sua maioria trazem, em seu conteúdo, lições de moral relacionadas ao comportamento humano com o próximo.



O objetivo deste blog é divulgar as muitas parábolas e fábulas contadas pelo mundo, bem como colaborar para que nos tornemos mais sábios e preparados para encarar a vida e seus desafios.



Boa Leitura!!!



sábado, 24 de novembro de 2012

Diferença entre o céu e o inferno.


- Mestre qual a diferença entre céu e inferno?

 O Mestre respondeu:

- Ela é muito pequena, e, no entanto tem grandes conseqüências.


Entraram numa casa onde havia pessoas sentadas ao redor de uma grande panela de arroz. Todas famintas e desesperadas. Apanhavam o arroz  mas não conseguiam levá-lo à própria boca, porque, as colheres em suas mãos eram muito longas, com mais de 2 metros de comprimento. Assim, famintos e moribundos, embora juntos, solitários permaneciam, curtindo uma fome eterna, diante de uma fartura inesgotável. Parecia que não havia jeito de saciar a fome diante de tanta fartura. Aqui, é o inferno. 

Entraram numa casa, idêntica a primeira, também havia pessoas sentadas ao redor de uma grande panela de arroz. Ao redor dela muitos homens famintos, mas cheios de vitalidade. Não podiam se aproximar do monte de arroz. Mas, com suas longas colheres com mais de 2 metros de comprimento, em vez de levá-los à sua própria boca, serviam uns aos outros o arroz, e assim matavam sua fome insaciável. Numa grande comunhão fraterna. Juntos e solidários. Aqui, é o céu.

Existe Inferno?

Uma História da tradição ZEN conta que um guerreiro samurai foi ver o mestre Hakuin e perguntou:
- O inferno existe? E o céu? Onde estão as portas que levam um e a outro? Por onde posso entrar?
- Quem é você? - perguntou Hakuin.
- Sou um samurai - respondeu o guerreiro- um chefe de samurais. Sou digno do respeito do imperador.
Hakuin respondeu:
- Samurai? Você parece um mendingo.
Com o orgulho ferido, o samurai desembainhou sua espada. Estava a ponto de matar Hakuin quando este lhe disse:
- Esta é a porta do inferno.
Imediatamente, o samurai entendeu. Ao guardar a espada na bainha Hakuin lhe disse:
- Esta é a porta do céu.

O REINO DOS CÉUS É UMA CONDIÇÃO DO CORAÇÃO E NÃO ALGO QUE CAI NA TERRA OU SURGE DEPOIS DA MORTE.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Assuntos do Tempo

Se você já sabe quão precioso é o valor do tempo, respeite o tempo dos outros para que as suas horas sejam respeitadas.
Recorde-se de que se você  tem compromissos e obrigações com base no tempo, acontece o mesmo com as outras pessoas.
Ninguém evolui, nem prospera, nem melhora e nem se educa, enquanto não aprende a empregar o tempo com o devido proveito.
Seja breve em qualquer pedido.
Quem dispõe de tempo para conversar sem necessidade, pode claramente matricular-se em qualquer escola a fim de aperfeiçoar-se em conhecimento superior.
Trabalho no tempo dissolve  o peso de quaisquer preocupação, mas tempo sem trabalho cria fardos de tédio, sempre difíceis de carregar.
Um tipo comum de verdadeira infelicidade é dispor de tempo para acreditar-se infeliz.
Se você aproveitar o tempo a fim de melhorar-se, o tempo aproveitará você para realizar maravilhas.
Observe quanto serviço se pode efetuar em meia hora.
Quem diz que o tempo traz apenas desilusões, é que não tem feito outra cousa senão iludir-se.

livro: Sinal Verde

sábado, 3 de março de 2012

A ÁGUIA E O POMBO



Certa vez, duas divindades benevolentes, Taishaku e Bishamon, estavam conversando, Taishaku disse:
- Meu amigo, como você sabe, existem muitos governadores de países neste mundo. Qual desses reis você acha que é o mais benevolente e compassivo?
Bishamon pensou um pouco. Era uma pergunta difícil que não admitia resposta imediata. Logo depois, respondeu:
- Algumas pessoas dizem que o rei Shibi tem uma reputação extremamente boa.
Taishaku reclinou-se e disse
- Sim, eu também ouvi a mesma coisa. Ele trata a todos com a mesma benevolência que mostra com seu próprio filho.
Taishaku então sugeriu:
- O rei Shibi nunca foi desafiado. Sabemos de sua reputação somente através de palavras, e por isso acho que seria bom fazer um teste. Sugiro fazer o seguinte: porque você não se transforma num bonito pombo e voa diretamente aos braços de Shibi, como se estivesse fugindo de alguma coisa, enquanto eu o persigo disfarçado em águia, fingindo estar à sua caça? Mostre-se extremamente cansado e farei como se estivesse pronto para fazer de você o meu almoço. Assim, podemos verificar se os rumores sobre a sua benevolência e compaixão são de fato verdadeiras.

O rei Shibi estava andando em seu jardim, quando um pombo repentinamente caiu esvoaçando em seus braços. Uma águia irada e feroz girou em cima e pousou num galho próximo ao rei. Ela olhou para o rei e gritou:
- Dê-me esse pombo!
O rei balançou levemente a cabeça:
- Há muito tempo que jurei que seria sempre benevolente com os seres vivos. E por isso não posso dar-lhe de volta. Realmente, sinto muito.
A águia então disse:
- Que juramento idiota! Mas, caro rei, se suas palavras são verdadeiras, então deverá ter piedade de mim, pois sou um ser vivo. Tenho que me alimentar, você sabe, e não como há dias. A menos que me dê o pombo agora, ficarei muito fraco para apanhar outro. E então morrerei com certeza. O que você diz?
O rei queria sinceramente salvar a vida do pombo, mas também teve pena da águia. Portanto, resolveu dar-lhe um pedaço de sua própria carne com o mesmo peso do pombo. Então puxou da sua espada e cortou um pedaço da coxa. Colocou-o num dos pratos da balança do castelo, e o pombo no outro. O rei olhou para a águia e disse-lhe:
- Ouça bem, eu lhe darei minha própria carne se salvar a vida deste pombo.

A águia concordou, mas uma coisa estranha aconteceu. A balança mostrou que o pedaço considerável de sua própria carne estava mais leve que o pombo. O rei ficou perplexo, mas continuou a cortar mais a sua carne. Desafortunadamente, o peso ainda continuava menor que o do pombo. Ele continuou cortando seus membros um a um, mas não conseguia igualar o peso do pombo.
Finalmente, a águia disse:
- Sua Majestade, evidentemente seus esforços são inúteis. Por que não poupa tanta dor e tristeza, dando-me o pombo? - e então reprimiu severamente o rei pela tolice.
O rei, entretanto, recusou categoricamente. Já estava habituado a tais críticas, e disse ao adversário:
- Este sofrimento é pequeno quando comparado com os do inferno, Mas nem mesmo o sofrimento do inferno pode fazer-me parar agora! Jurei ser benevolente e compassivo com todos os seres vivos. Farei tudo para salvar este pombo, mesmo que isso me custe a vida.

De repente a terra tremeu com violência e flores caíram do céu, e outras nasceram de árvores secas, e várias divindades vieram de longe. Elas elogiaram então o rei:
Ele daria sua própria vida.
Até mesmo para salvar um pequenino pombo.
Ele pouparia sua preciosa vida.
É verdadeiramente a compaixão de um Bodhisattva.
Seu coração merece certamente o elogio do Buda.
Bishamon, o pombo, tomou então a sua forma original e disse à águia:
- Taishaku, a grande benevolência do rei, é sem dúvida verdadeira! Ferimos o corpo de um precioso Bodhisattva. Depressa, use seus poderes para salvá-lo!
Taishaku perguntou:
- Grande rei, não se arrepende de ter sofrido tanto pelo seu juramento?
E o rei respondeu:
- Envolvido pela benevolência do Buda não posso sentir senão alegria profunda. Por que deveria arrepender-me?
Taishaku ouvindo tais palavras, pensou em seu coração: "As pessoas estavam certas. Que maravilhoso rei!
E então aplicou remédio divino ao rei, recuperando seu corpo ferido.

Moral da Estória: Uma vida não pode ser medida  e não tem preço.

Peso de uma Oração.


Uma mulher má vestida e com um olhar de derrota na face, entrou no mercado de alimentos. Ela se aproximou do dono da loja com um modo humilde e perguntou se ele a deixaria colocar alguns alimentos no crediário. Ela explicou suavemente que seu esposo estava muito doente e não podia trabalhar, e que tinha sete filhos que precisavam de comida.
João, o dono da loja, zombou dela e pediu que ela saísse da loja.
Visualizando as necessidades da sua família ela disse; "Por favor, senhor! Eu lhe trarei o dinheiro tão cedo que for possível."
João falou que ele não poderia lhe dar crediário, pois ela não tinha uma conta de crediário na sua loja.
Em pé ao lado do balcão estava um cliente que ouviu a conversa entre os dois. O cliente avançou em sua direção e falou para João que ele garantiria o pagamento de tudo que ela precisava para sua família.
João disse com relutância na sua voz, "Você tem uma lista de compras?"
"Sim, senhor," disse Louise.
"O.K." ele disse, " coloca a sua lista na balança e o que pesa sua lista de compras, eu lhe darei a quantia em com­pras."
A mulher hesitou um momento cabisbaixa, e então colocou sua mão na bolsa e retirou um pedaço de papel com algo escrito nele. Ela deitou o papel na balança cuidadosamente então, ainda cabisbaixa. Os olhos do dono da loja e o cliente mostraram espan­to quando a balança baixou e ficou assim. João, encarando a balança virou devagar ao cliente e disse com contragos­to, "Não posso acreditar."
O cliente sorriu e João começou a colocar alimen­tos no outro lado da balança. A balança não se mexeu, portanto ele continuou a colocar mais e mais até a balança não podia caber mais.
João ficou mostrando desgosto total. Finalmente ele arrebatou a lista da balança e a olhou grandemente pasmado.
Não foi uma lista de compras, mas uma oração que disse, "Prezado Senhor, tu conheces minhas necessidades e estou dei­xando isto nas suas mãos."
O merceeiro lhe deu as compras que juntou e ficou em silêncio atordoado. A mulher o agradeceu e saiu da loja. O cliente alcançou uma nota de R$50.00 ao merceeiro e disse, "Valeu cada centavo dela." Somente Deus sabe: quanto pesa uma oração.

sábado, 3 de setembro de 2011

Sorte ou Azar


Era uma vez um menino pobre que morava na China e estava sentado na calçada do lado de fora da sua casa. O que ele mais desejava era ter um cavalo, mas não tinha dinheiro. Justamente nesta dia passou em sua rua uma cavalaria, que levava um potrinho incapaz de acompanhar o grupo. O dono da cavalaria, sabendo do desejo do menino, perguntou se ele queria o cavalinho. Exultante o menino aceitou. Um vizinho, tomando conhecimento do ocorrido, disse ao pai do garoto: "Seu filho é de sorte!" "Por quê?", perguntou o pai. "Ora", disse ele, "seu filho queria um cavalo, passa uma cavalaria e ele ganha um potrinho. Não é uma sorte?" "Pode ser sorte ou pode ser azar!", comentou o pai.

O menino cuidou do cavalo com todo zelo, mas um dia, já crescido, o animal fugiu. Desta vez, o vizinho diz: "Seu filho é azarento, hein? Ele ganha um potrinho, cuida dele até a fase adulta, e o potro foge!" "Pode ser sorte ou pode ser azar!", repetiu o pai.

O tempo passa e um dia o cavalo volta com uma manada selvagem. O menino, agora um rapaz, consegue cercá-los e fica com todos eles. Observa o vizinho: "Seu filho é de sorte! Ganha um potrinho, cria, ele foge e volta com um bando de cavalos selvagens." "Pode ser sorte ou pode ser azar!", responde novamente o pai. Mais tarde, o rapaz estava treinando um dos cavalos, quando cai e quebra a perna. Vem o vizinho: "Seu filho é de azar! o cavalo foge, volta com uma manada selvagem, o garoto vai treinar um deles e quebra a perna." "Pode ser sorte ou pode ser azar!", insiste o pai.

Dias depois, o reino onde moravam declara guerra ao reino vizinho. Todos os jovens são convocados, menos o rapaz que estava com a perna quebrada. O vizinho: "Seu filho é de sorte..."

Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois. O que parece azar num momento, pode ser sorte no futuro.

O Anel

Quanto você vale?

- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor, sem olhá-lo, disse:

- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa, falou:

- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.

- C...claro, professor, gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:

- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque
tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação e seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos. Entrou na casa e disse:

- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

- Importante o que disse, meu jovem, contestou sorridente o mestre. - Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou-o com uma lupa, pesou-o e disse:

- Diga ao seu professor, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

O jovem, surpreso, exclamou:

- 58 MOEDAS DE OURO!!!

- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo poderia oferecer cerca de 70 moedas , mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado para a casa do professor para contar o que ocorreu.

- Sente-se, disse o professor, e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:

- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor???

E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

- Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos pelos mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.